2017 Golden Globe Awards (Parte I)

janeiro 07, 2017


Amanhã há noite decorre a 74ª cerimónia dos Golden Globe Awards, com apresentação do actor e apresentador Jimmy Fallon. Transmitida pela NBC para os Estados Unidos da América, por aqui podemos acompanhar em directo pela SIC Caras, por volta da meia-noite, com os comentários da Maria Botelho Moniz.

Decidi apenas opinar sobre os globos para televisão, por uma simples razão, não vi a maioria dos filmes ainda, então na altura dos Oscars darei os meus bitaites sobre as nomeações, fica combinado. Mas do que vi, saliento alguns dos nomeados a melhor filme, como Lion (grande interpretação de Nicole Kidman, nomeada para melhor actriz secundária), Deadpool (o bad boy da Marvel), Florence Foster Jenkins (sintonia perfeita de Meryl Streep e Hugh Grant, casal protagonista) ou La la Land (um bom regresso dos musicais à ribalta). Nas actuações destaco a Natalie Portman (provável vencedora), Ruth Negga (impecável em Loving), Isabelle Huppert (uma aula de interpretação em Elle) e Ryan Reynolds (o papel assenta-lhe que nem uma luva). Kubo and the Two Strings e Sing são as minhas eleitas nas animações.

Bem, vamos ao que interessa, as nomeações para televisão, antes saliento que elegi o vencedor de cada categoria, apenas pelo meu gosto pessoal. Let's go...

Melhor Série - Drama

The Crown (Netflix)


Esta para mim é categoria mais difícil para eleger um vencedor, porque simplesmente adoro as 5 séries. Mas vamos por partes, This Is Us de todas é que tem a história mais simples, mas é a mais emotiva com um roteiro que transmite sensibilidade ao espectador, uma série que identifica-se com os problemas reais, sem grandes artifícios e com grandes interpretações. Game of Thrones retomou o seu rumo e deu-nos uma grande 6ª temporada, com destaque para a cinematográfica cena da Batalha dos Bastardos. Westworld primou pela ousadia e pela grandiosidade, uma união perfeita entre um western e ficção científica, sem falar do elenco de luxo. A Netflix conseguiu produzir as 2 melhores séries do ano, durante meses convenci-me que nada bateria Stranger Things. Aquele clima anos 80, a banda sonora, as referências geek, a escolha perfeita dos miúdos, resumindo tudo combinou na perfeição. Mas em Outubro, chega a maravilhosa The Crown e o meu gosto por história e realeza fez-me mudar de opinião. Com um produção atenta aos pormenores, um guarda roupa de luxo, uma cenografia perfeita, uma realização que soube captar as emoções das maravilhosas interpretações do elenco, que encarnou na perfeição as figuras histórias.

Melhor Série - Comédia ou Musical

Transparent (Amazon)


Nesta categoria assisto apenas Mozart in the Jungle, Transparent e Veep. Assisti alguns episódios de Atlanta e Blackish, mas não gostei muito, talvez por não ser o meu género de comédia. Depois de 6 temporadas, Veep continua com força e vitalidade para continuar divertindo os espectadores com as aventuras de Selina Meyer. Sexo, drogas e música clássica é uma mistura improvável, mas a Amazon acertou em cheio e tornou-a numa das melhores séries da plataforma de streaming. Mas para mim a eleita é Transparent, por ser controversa e tratar de assuntos delicados na sociedade ocidental (que não deveriam ser, mas isso argumento noutro dia), séries como esta ajudam a abrir mentalidades e por vezes salvar vidas de pessoas presas a convicções sociais.  Na minha modesta opinião, colocaria entre as nomeadas, séries como Unbreakable Kimmy Schmidt (Netflix), Modern Family (ABC), Grace and Frankie (Netflix) ou Jane The Virgin (The CW).

Melhor Telefilme ou Minissérie 

The People v. O. J. Simpson: American Crime Story (FX)


Apesar de 5 grandes nomeados nesta categoria, esta foi a mais fácil de escolher o vencedor, só poderia ser a magnífica The People v. O. J. Simpson: American Crime Story do FX. Uma das grandes produções e surpresas do ano, é incrível como o caso de O. J. Simpson mexeu com os sentimentos e opiniões da sociedade americana, transformando um caso de homicídio numa questão racial. Em 1992, eu tinha apenas 5 anos e não tenho memória do caso, mas nunca uma série judicial enervou-me tanto como esta, isso é o mérito da série, transportando o espectador para a época e colocando-o como membro daquela plateia do tribunal, tornando-o julgador.  The Night Of, American Crime e The Night Manager colocaria no mesmo patamar são todas excelentes produções que beiram a perfeição. Destaco o elenco do telefilme da Starz, The Dresser, ter Emily Watson, Ian Mckellen e Anthony Hopkins é um luxo e uma aula de interpretação. Faltou apenas nomear American Horror Story: Roanoke, simplesmente uma das melhores temporadas e a única digna de ser chamada de terror, uma actuação poderosa de Kathy Bates.

Melhor Actor - Drama

Matthew Rhys (The Americans)


Aqui a minha opinião não será muito justa, porque apenas assisto a 2 séries nomeadas na categoria, Mr. Robot e The Americans, por isso, não tenho opinião em relação aos outros 3 nomeados, Bob Odenkirk, Liev Schreiber e Billy Bob Thornton. Para mim o eleito só poderia ser o Matthew Rhys em The Americans, na pele de um espião russo em plena Guerra Fria, finalmente a série e os actores são reconhecidos pelas grandes premiações americanas. Uma menção honrosa para Rami Malek, com uma personagem sob medida para o actor, uma exemplar interpretação. Fazem falta na lista nomes como, Tobias Menzies (Outlander), Matt Smith (The Crown), Wagner Moura (Narcos), Kevin Spacey (House of Cards) ou Jude Law (The Young Pope).

Melhor Actriz - Drama

Claire Foy (The Crown)


Um belo lote de excelentes interpretações, uma decisão muito difícil, optei por Claire Foy pela razão do gosto pessoal, eu adoro interpretações de figuras históricas e a actriz conseguiu dar vida a um ícone do século XX na perfeição, indo aos detalhes. Quem também merecia-o era a Keri Russel pela sua espiã russa em The Americans, uma actriz camaleónica sem dúvida, um dos grandes talentos da televisão americana. Winona Ryder foi uma das surpresas nas nomeações, adorei vê-la na lista, emocionou com a sua busca pelo filho, uma interpretação credível. Caitriona Balfe e Evan Rachel Wood honraram as suas protagonistas, nas séries Outlander e Westworld (respectivamente). Fico triste por não ver o nome da grande Eva Green em Penny Deadful (um pecado o desprezo que dão à série nas premiações, uma pena), Millie Bobby Vrown com a sua Eleven (Stranger Things) e a multifacetada Tatiana Maslany em Orphan Black.


Quais as vossas escolhas? Gostam da cerimónia dos Golden Globe Awards?

Paulo Faria

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