Black Day

janeiro 20, 2017


Hoje, 20 de Janeiro de 2017, vai ficar marcado como um dia negro para a história americana e mundial, como o dia da tomada de posse do presidente Donald Trump. É difícil ver um país que sempre lutou e defendeu os ideais da democracia, eleger um homem com suspeitas de corrupção, racista, xenófobo, populista, machista, sexista, arrogante e acima de tudo incapaz de exercer tal cargo, que exige responsabilidadesensatez e experiência política.

De certa forma, esta eleição é uma prova que a Internet e os reality shows mudaram e moldaram a nossa sociedade, vivemos no mundo kardashializado, em que as aparências e o poder de compra prevalece, tornando fenómenos da net, em símbolos a seguir. Quem criou o Trump como o conhecemos, foi a televisão, através do reality The Apprentice da NBC, apresentado e produzido por Donald, um sucesso de audiências que apostava na humilhação dos concorrentes.

De polémico apresentador a presidente (o mundo dá voltas), antes mesmo da sua candidatura espalhou rumores sobre o local do nascimento de Obama, afirmando a ilegitimidade do mandato do então presidente. Obrigando Obama a revelar a sua certidão de nascimento, humilhando-o publicamente no jantar dos correspondentes de 2011, muitos analistas políticos afirmam que foi aí que o mimado Trump decidiu ser presidente dos EUA.

Não percebo como alguém que afirma fugir às suas obrigações fiscais, que a NATO é obsoleta, que no alto da sua arrogância não aceita críticas, usando twitter para reafirmar a sua opinião (como um menino que faz birra com os pais) ou que alega que as alterações climáticas não existem (recusando manter o Tratado de Paris) pode ser presidente da maior potência mundial.

Tenho medo do futuro, enquanto a América for comandada por um homem que usa o descontentamento dos americanos em relação à imigração ilegal ou ao terrorismo, a seu favor, sendo demagogo, nacionalista e conservador. Conseguiu captar a atenção de uma América profunda, caracterizada ainda pelo racismo e pela tradição, incentivando o ódio entre raças e etnias. A América (e o mundo) não precisa de muros, mas sim de laços de união entre os povos, os americanos precisam de perceber o quanto os imigrantes são importantes e aprenderem a viver com a diversidade racial e cultural.

Desejo que a minha visão sobre o mandado de Trump estava profundamente errada e que o futuro das próximas gerações seja um mundo justo, igualitário e melhor, em que ninguém seja discriminado pela sua cor, etnia, religião, género ou orientação sexual, um planeta verde, voltado para as energias renováveis e acima de tudo em paz. Será pedir demais ou será um sonho?!


Paulo Faria

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4 comentários

  1. Também torço para estar errada sobre o que eu penso sobre o mandato dele, pois minhas expectativas não são positivas :(
    Beijos
    BlogCarolNM
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    1. Concordo infelizmente :( obrigado pela visita, Carol :)

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  2. É o que eu chamo de passar de cavalo para burro! Agora lidem com as consequências.

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