Eutanásia, o direito à morte

fevereiro 01, 2017


Hoje discute-se no parlamento o direito à morte assistida, ou seja, a despenalização da eutanásia em Portugal. Um tema tabu e polémico em pleno século XXI, que divide opiniões numa sociedade portuguesa ainda conservadora e religiosa. A comunidade científica está fraccionada entre os prós e contras, prevalecendo para muitos o velhinho juramento de Hipócrates. Para os católicos apenas Deus tem direito a tirar a vida de alguém, remetendo a questão para o sagrado e divino, apoiando-se em dogmas arcaicos.

Interrogo-me e se fosse comigo ou com algum familiar? Imaginemos-nos em tal situação, no corpo de um doente moribundo que pode permanecer por anos assim, sem poder movimentar-se, comunicar ou simplesmente alimentar-se, mas mentalmente consciente  e ciente do que passa-se à sua volta. Pergunto-me como podemos chamar isso de vida? Estar dependente de alguém para tudo, sentir um dor e não poder queixar-se ou aperceber-se do sofrimento dos familiares, isso não é vida, é desumano sobreviver assim.

Todos temos o direito à morte e de morrer com dignidade, ninguém deveria impedir um doente ou familiar de recorrer à eutanásia. O que para muitos é um acto de suicídio ou homicídio, para mim é um acto de generosidade, libertação e de amor, mas acima de tudo, um acto humano.


Qual a vossa opinião? Eutanásia, sim ou não?

Paulo Faria

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2 comentários

  1. Estou completamente de acordo contigo Paulo. Se temos o direito de viver, temos o direito de morrer com dignidade e, por isso, eu sou a favor da eutanásia. Percebo que seja complicado para uma pessoa religiosa compreender isso, mas acho que a crença nas nossas perspectivas e ideias devia ser superior a qualquer crença religiosa. Não sei, é apenas a minha opinião!

    Beijinhos
    Andreia, ALL THE BRIGHT PLACES

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    1. Pois concordo 100%, uma coisa é a religião e outra coisa são as nossas convicções, ideais e opiniões, devemos saber separar ambos os lados. Obrigado pela opinião e visita, Andreia :)

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