Vacinação, um acto de responsabilidade

abril 20, 2017


Com o surto de sarampo alastrando-se a toda a  Europa, a velha questão das vacinas é o assunto do dia em Portugal. Uma doença erradicada no nosso país desde Setembro de 2016, depois de 20 anos sem qualquer caso da doença, mas com a nova "moda" de alguns pais liberais e alternativos de não vacinar os filhos, apenas alguns meses depois o sarampo volta a fazer vítimas. Vacinar ou não vacinar, eis a questão. 

Uma questão que nem deveríamos questionar, na minha e na opinião da comunidade científica mundial, qualquer pai e mãe responsável quer o melhor para o seu filho, não consigo imaginar como em pleno século XXI, com tantos meios de comunicação e de consulta, alguém pode não compreender a importância da vacina.  

Tudo começou em 1998 com o polémico estudo do médico inglês, Andrew Wakefield que afirmou num artigo na revista The Lancet, que a vacina tríplice (sarampo, rubéola e papeira) estava associada ao autismo. Baseado num estudo, com uma amostra de apenas 12 crianças, apesar da falta de provas e da desacreditação científica, causou um enorme alarme social nos Estados Unidos e no Reino Unido, gerando uma onda anti-vacinação

Eu fui vacinado e cumpri o plano de vacinação, tenho 29 anos e sou saudável, agradeço por ter tido uma mãe responsável. Percebo quando alguém tem alguma alergia a um componente da vacina e não possa tomar, isso é outra questão, eu por exemplo sou alérgico à penicilina, algo que já trouxe-me alguns dissabores, mas sempre tive o cuidado de informar-me medicamente. 

Mas não percebo como algum pai e mãe toma uma decisão que pode custar a saúde do filho a médio ou longo prazo, alegando estudos não creditados, mas não têm problemas em comprar um saco de batatas fritas ou levar o filho a uma cadeira alimentar de fast food. Eu não sou pai, nem sei se um dia serei, mas tenho a certeza que o meu filho será vacinado, um acto de responsabilidade para o bem dele e da comunidade. 


Qual a vossa opinião? 

Paulo Faria

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